Archive for maio, 2011

Tempo de Esperança

Nada pode ser pior para uma mãe do que não poder ajudar seu filho. Para uma mãe que vê seu pequeno bebê dentro de uma incubadora por meses, é o pior do que pior.

Para Karina, mãe pela segunda vez, tem sido assim, uma angustia a espera da melhora da pequena Vitória, a quase seis meses. Mas para ela tudo tem um propósito, e quando tudo acabar e ela enfim puder levar a filha para casa, terá sobrado apenas lembranças de dias não tão bons, e uma lição para o resto da vida.

Durante a gravidez Karina havia passado por algumas complicações, e a preocupação se intensificou quando Vitória nasceu, com apenas seis meses, e desde então ela vem lutando ao lado dos pais e dos especialistas do hospital e maternidade Santa Luíza, pelo direito de viver.

Contando os dias, Karina tem uma rotina dividia entre o marido Eduardo e a filha mais velha Ana Beatriz em casa, e a caçula Vitória na UTI Neonatal da maternidade. Mas nunca desanima, acredita fielmente que a filha vai vencer essa batalha.

“Ela era muito pequenininha, mas já cresceu, e logo poderá ir para casa.”- Conta uma mãe esperançosa.

Mas desses quase seis meses que passou ao lado da filha na UTI, ela conta que aprendeu a viver um dia de cada vez, e ganhou uma nova família de coração, as outras mamães que também passam o dia na UTI Neonatal com o mesmo sonho de Karina, em breve levar seus bebês para casa saudáveis.

“eu só quero poder ir logo para casa com ela no meu colo. Acordar de madrugada porque o bebê esta chorando. A família em casa, nós quatro.” Revela uma mãe sonhadora, mas com a certeza que o futuro da família, logo, logo vai ser muito feliz.

Os planos de Karina remetem a uma doce rotina familiar. E no que depender dos profissionais do Hospital Santa Luíza vai ser tornar realidade em um futuro muito próximo.

“Meu nome é Vitória Rosa da Silva. Nasci dia 04/12/201o, no Hospital e Maternidade Santa Luíza, com 800 g. Minha mamãe é Karina Rosa da Silva e meu papai é Eduardo Oliveira da Silva. E quem me trouxe ao mundo foi a obstetra Dra Karin I. Janczescki.”

Dia das Mães Santa Luíza

Algumas mamães não puderam passar o dia das mães em casa com seus pequenos como gostariam, já que seus bebês ainda estavam na UTI neonatal  passando um tempinho sob os cuidados dos especialistas da maternidade.

Mas isso não foi motivo para que esse dia não fosse especial. A psicóloga Carla Lenora, que faz o trabalho de apoio ao grupo de mães da UTI do hospital, organizou para essas mães guerreiras um café de dia das mães especial, aqui no hospital e maternidade Santa Luíza.

“Mães com bebê na UTI são mães especiais e fortes, são mães escolhidas especialmente para essa batalha” (Carla Lenora, psicóloga do HMSL)

Um sonho. Um milagre. Um presente.

Faltando apenas dois dias para o dia das mães, quatro sorridentes mulheres lotam a pequena sala de espera da UTI Neo natal do hospital. Elas riem e conversam entre si, unidas como uma família. São fisicamente diferentes, mas tem muito em comum. A começar pelos filhos e filhas na sala ao lado, bebês que ainda não estão prontos para deixar a maternidade, e precisam de cuidados especiais. Mas se assemelham também na força, que cresce em seus olhos, e na esperança do dia em que enfim poderão levar seus bebês saudáveis para casa.

Mas entre elas, Nelzi se destaca de longe, com um sorriso enorme estampando sua felicidade, e um olhar firme, da certeza de que em breve poderá mimar seu amado Vitor Leonel como sempre sonhou.
Mas quem vê Nelzi assim, feliz e confiante, não imagina nem de longe sua batalha para ser mãe. Sem sucesso, ela vem tentando realizar esse sonho há cinco anos, perdeu três bebês, todos da mesma inexplicável forma no quinto mês de gestação.

Na gestação de Vitor, não foi diferente, entrou em trabalho de parto na vigésima terceira semana, e foi tomada pelo fantasma das lembranças – “Senti uma anguústia muito grande. Eu já sabia o que ia acontecer. Tive medo que desse tudo errado novamente.”

Vitor nasceu com 640 gramas e 30 centímetros, um dos menores prematuros do Brasil, e apesar de ter nascido com vida, os médicos deram a ele 6% de chances de sobreviver. Mas Nelzi amava o filho mais do que acreditava em estatísticas, e suplicou a Deus a seus médicos para que salvassem o bebê.

“Eu disse aos médicos que ele seria um milagre. Um milagre na minha vida e um milagre da medicina.” – as palavras de Nelzi soam fortes e convictas, com alguém que tem certeza absoluta do que diz. E ela provavelmente tem.

Há quatro meses Vitor Leonel luta contra a baixa expectativa de vida que lhe foi dada, tendo como companheiros de batalha os especialistas que desde 15 de janeiro, fazem de tudo para mantê-lo bem e estável, e sempre ao seu lado, a mãe e o pai, que não passam um dia sem ver o filho e ter a certeza de que um dia, muito em breve, terão o seu “felizes para sempre”.

“As pessoas me perguntam como eu tenho forças para vir até aqui todos os dias. Eu podia voltar para casa e chorar, mas quando eu chego em casa me sinto feliz, porque eu sei que tenho um motivo para voltar amanha. Eu tenho o Vitor Leonel me esperando aqui.”

Nelzi, assim como outras mães do Santa Luíza passou os seu dia das mães no hospital, mas isso não impediu que esse fosse para ela um momento muito especial e importante – “Posso dizer que esse é um momento muito feliz na minha vida, porque é o meu sonho, passar um dia das mães como mãe, com o meu filho no meu colo. Esse dia vai ser muito emocionante.”

“Meu nome é Vitor Leonel Bittencourt. Nasci dia 15/01/2011, no Hospital e Maternidade Santa Luíza, com 640 g e 30 cm. Minha mamãe é Nelzi N. I. Bittencourt e meu papai é Osni J. Bittencourt. E quem me trouxe ao mundo foi a obstetra Dra Eloisa R. M. Gularte.”

Dia do Enfermeiro (a)

Dia 12 de maio comemora-se mundialmente o Dia do Enfermeiro, em referência a Florence Nightingale, precursora da enfermagem moderna no mundo e que nasceu em 12 de maio de 1820.

Já no Brasil, além do Dia do Enfermeiro, entre os dias 12 e 20 de maio, comemora-se a Semana da Enfermagem, data instituída em meados dos anos 40, em homenagem a dois grandes personagens da Enfermagem no mundo: Florence Nigthingale e Ana Néri, enfermeira brasileira e a primeira a se alistar voluntariamente em combates militares.

A profissão tem sua origem milenar e data da época em que ser enfermeiro era uma referência a quem cuidava, protegia e nutria pessoas convalescentes, idosos e deficientes.

Durante séculos, a Enfermagem vem formando profissionais em todo o mundo, comprometidos com a saúde e o bem-estar do ser humano.
Só no Brasil, são mais de 100 mil enfermeiros, além de técnicos e auxiliares de enfermagem, que somam cerca de 900 mil profissionais em todo país. Essas variações de cargos fazem com que mais profissionais se juntem ao setor e a novas possibilidades de trabalho nesta área.

A vocês enfermeiros e enfermeiras que se dedicam a cuidar do próximo, FELIZ DIA DA ENFERMAGEM!

SER MÃE

A missão de ser mãe quase sempre começa com alguns meses de muito enjôo, seguido por anseios incontroláveis por comidas estranhas, aumento de peso, dores na coluna, o aprimoramento da arte de arrumar travesseiros preenchendo espaços entre o volume da barriga e o resto da cama.

Ser mãe é não esquecer a emoção do primeiro movimento do bebezinho dentro da barriga.

O instante maravilhoso em que ele se materializou ante os seus olhos, a boquinha sugando o leite, com vontade, e o primeiro sorriso de reconhecimento.

Ser mãe é ficar noites sem dormir, é sofrer com as cólicas do bebê e se angustiar com os choros inexplicáveis: será dor de ouvido, fralda molhada, fome, desejo de colo?

É a inquietação com os resfriados, pânico com a ameaça de pneumonia, coração partido com a tristeza causada pela morte do bichinho de estimação do pequerrucho.

Ser mãe é ajudar o filho a largar a chupeta e a mamadeira. É levá-lo para a escola e segurar suas mãos na hora da vacina.

Ser mãe é se deslumbrar em ver o filho se revelando em suas características únicas, é observar suas descobertas.

Sentir sua mãozinha procurando a proteção da sua, o corpinho se aconchegando debaixo dos cobertores.

É assistir aos avanços, sorrir com as vitórias e ampará-lo nas pequenas derrotas. É ouvir as confidências.

Ser mãe é ler sobre uma tragédia no jornal e se perguntar: E se tivesse sido meu filho?

E ante fotos de crianças famintas, se perguntar se pode haver dor maior do que ver um filho morrer de fome.

Ser mãe é descobrir que se pode amar ainda mais um homem ao vê-lo passar talco, cuidadosamente, no bebê ou ao observá-lo sentado no chão, brincando com o filho.

É se apaixonar de novo pelo marido, mas por razões que antes de ser mãe consideraria muito pouco românticas.

É sentir-se invadir de felicidade ante o milagre que é uma criança dando seus primeiros passos, conseguindo expressar toscamente em palavras seus sentimentos, juntando as letras numa frase.

Ser mãe é se inundar de alegria ao ouvir uma gargalhadinha gostosa, ao ver o filho acertando a bola no gol ou mergulhando corajosamente do trampolim mais alto.

Ser mãe é descobrir que, por mais sofisticada que se possa ser, por mais elegante, um grito aflito de mamãe a faz derrubar o suflê ou o cristal mais fino, sem a menor hesitação.

Ser mãe é descobrir que sua vida tem menos valor depois que chega o bebê.

Que se deseja sacrificar a vida para poupar a do filho, mas ao mesmo tempo deseja viver mais – não para realizar os seus sonhos, mas para ver a criança realizar os dela.

É ouvir o filho falar da primeira namorada, da primeira decepção e quase morrer de apreensão na primeira vez que ele se aventurar ao volante de um carro.

É ficar acordada de noite, imaginando mil coisas, até ouvir o barulho da chave na fechadura da porta e os passos do jovem, ecoando portas adentro do lar.

Finalmente, é se inundar de gratidão por tudo que se recebe e se aprende com o filho, pelo crescimento que ele proporciona, pela alegria profunda que ele dá.

Ser mãe é aguardar o momento de ser avó, para renovar as etapas da emoção, numa dimensão diferente de doçura e entendimento.

É estreitar nos braços o filho do filho e descobrir no rostinho minúsculo, os traços maravilhosos do bem mais precioso que lhe foi confiado ao coração: os traços do seu filho amado. (Dale Hanson)

*   *   *

A maternidade é uma dádiva. Ajudar um pequenino a desenvolver-se e a descobrir-se, tornando-se um adulto digno, é responsabilidade que Deus confere ao coração da mulher que se transforma em mãe.

E toda mulher que se permite ser mãe, da sua ou da carne alheia, descobre que o filho que depende do seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu.

O Hospital e Maternidade Santa Luíza deseja um FELIZ DIA DAS MÃES a todas as mamães!

As mamães Santa Luíza