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Dia dos Pais Santa Luíza

O dia dos pais é um momento muito especial para o homem, um dia inteiro dedicado especial e somente a ele, quando sua família demonstra de diversas formas como é importante a preocupação e proteção dele para com a mulher e os filhos.

Porem algumas famílias não puderam passar o dia dos pais reunidos em casa, como seria o ideal, porque seus filhos ainda estão sob os cuidados dos atenciosos especialistas da UTI Neonal da maternidade.  Mas nem por isso deixaram de ser lembrados como os heróis dos bebês e das mamães.

O Hospital Santa Luíza preparou um café especial para esses papais, para que nunca se esqueçam de como sua força e apoio são importantes para suas esposas e seus filhos

“Como nos anos anteriores, a comemoração pela passagem do dia dos pais foi prestigiada por todos os papais e mamães e da Equipe da UTI Neonatal do HMSL, que teve com objetivo reafirma a importância do papel do pai, não só na recuperação do bebê, mas também de apoio para as mães nesse momento tão difícil e importante.” Comenta a psicóloga da UTI Neo Carla L. Janczeski, organizadora e idealizadora do café de dia dos pais.

Equipe da UTI Neo com os Pais homenageados

Lembrança do HMSL para os Papais

Vídeo do HMSL para todos os Pais

Tempo de Esperança

Nada pode ser pior para uma mãe do que não poder ajudar seu filho. Para uma mãe que vê seu pequeno bebê dentro de uma incubadora por meses, é o pior do que pior.

Para Karina, mãe pela segunda vez, tem sido assim, uma angustia a espera da melhora da pequena Vitória, a quase seis meses. Mas para ela tudo tem um propósito, e quando tudo acabar e ela enfim puder levar a filha para casa, terá sobrado apenas lembranças de dias não tão bons, e uma lição para o resto da vida.

Durante a gravidez Karina havia passado por algumas complicações, e a preocupação se intensificou quando Vitória nasceu, com apenas seis meses, e desde então ela vem lutando ao lado dos pais e dos especialistas do hospital e maternidade Santa Luíza, pelo direito de viver.

Contando os dias, Karina tem uma rotina dividia entre o marido Eduardo e a filha mais velha Ana Beatriz em casa, e a caçula Vitória na UTI Neonatal da maternidade. Mas nunca desanima, acredita fielmente que a filha vai vencer essa batalha.

“Ela era muito pequenininha, mas já cresceu, e logo poderá ir para casa.”- Conta uma mãe esperançosa.

Mas desses quase seis meses que passou ao lado da filha na UTI, ela conta que aprendeu a viver um dia de cada vez, e ganhou uma nova família de coração, as outras mamães que também passam o dia na UTI Neonatal com o mesmo sonho de Karina, em breve levar seus bebês para casa saudáveis.

“eu só quero poder ir logo para casa com ela no meu colo. Acordar de madrugada porque o bebê esta chorando. A família em casa, nós quatro.” Revela uma mãe sonhadora, mas com a certeza que o futuro da família, logo, logo vai ser muito feliz.

Os planos de Karina remetem a uma doce rotina familiar. E no que depender dos profissionais do Hospital Santa Luíza vai ser tornar realidade em um futuro muito próximo.

“Meu nome é Vitória Rosa da Silva. Nasci dia 04/12/201o, no Hospital e Maternidade Santa Luíza, com 800 g. Minha mamãe é Karina Rosa da Silva e meu papai é Eduardo Oliveira da Silva. E quem me trouxe ao mundo foi a obstetra Dra Karin I. Janczescki.”

Dia das Mães Santa Luíza

Algumas mamães não puderam passar o dia das mães em casa com seus pequenos como gostariam, já que seus bebês ainda estavam na UTI neonatal  passando um tempinho sob os cuidados dos especialistas da maternidade.

Mas isso não foi motivo para que esse dia não fosse especial. A psicóloga Carla Lenora, que faz o trabalho de apoio ao grupo de mães da UTI do hospital, organizou para essas mães guerreiras um café de dia das mães especial, aqui no hospital e maternidade Santa Luíza.

“Mães com bebê na UTI são mães especiais e fortes, são mães escolhidas especialmente para essa batalha” (Carla Lenora, psicóloga do HMSL)

Um sonho. Um milagre. Um presente.

Faltando apenas dois dias para o dia das mães, quatro sorridentes mulheres lotam a pequena sala de espera da UTI Neo natal do hospital. Elas riem e conversam entre si, unidas como uma família. São fisicamente diferentes, mas tem muito em comum. A começar pelos filhos e filhas na sala ao lado, bebês que ainda não estão prontos para deixar a maternidade, e precisam de cuidados especiais. Mas se assemelham também na força, que cresce em seus olhos, e na esperança do dia em que enfim poderão levar seus bebês saudáveis para casa.

Mas entre elas, Nelzi se destaca de longe, com um sorriso enorme estampando sua felicidade, e um olhar firme, da certeza de que em breve poderá mimar seu amado Vitor Leonel como sempre sonhou.
Mas quem vê Nelzi assim, feliz e confiante, não imagina nem de longe sua batalha para ser mãe. Sem sucesso, ela vem tentando realizar esse sonho há cinco anos, perdeu três bebês, todos da mesma inexplicável forma no quinto mês de gestação.

Na gestação de Vitor, não foi diferente, entrou em trabalho de parto na vigésima terceira semana, e foi tomada pelo fantasma das lembranças – “Senti uma anguústia muito grande. Eu já sabia o que ia acontecer. Tive medo que desse tudo errado novamente.”

Vitor nasceu com 640 gramas e 30 centímetros, um dos menores prematuros do Brasil, e apesar de ter nascido com vida, os médicos deram a ele 6% de chances de sobreviver. Mas Nelzi amava o filho mais do que acreditava em estatísticas, e suplicou a Deus a seus médicos para que salvassem o bebê.

“Eu disse aos médicos que ele seria um milagre. Um milagre na minha vida e um milagre da medicina.” – as palavras de Nelzi soam fortes e convictas, com alguém que tem certeza absoluta do que diz. E ela provavelmente tem.

Há quatro meses Vitor Leonel luta contra a baixa expectativa de vida que lhe foi dada, tendo como companheiros de batalha os especialistas que desde 15 de janeiro, fazem de tudo para mantê-lo bem e estável, e sempre ao seu lado, a mãe e o pai, que não passam um dia sem ver o filho e ter a certeza de que um dia, muito em breve, terão o seu “felizes para sempre”.

“As pessoas me perguntam como eu tenho forças para vir até aqui todos os dias. Eu podia voltar para casa e chorar, mas quando eu chego em casa me sinto feliz, porque eu sei que tenho um motivo para voltar amanha. Eu tenho o Vitor Leonel me esperando aqui.”

Nelzi, assim como outras mães do Santa Luíza passou os seu dia das mães no hospital, mas isso não impediu que esse fosse para ela um momento muito especial e importante – “Posso dizer que esse é um momento muito feliz na minha vida, porque é o meu sonho, passar um dia das mães como mãe, com o meu filho no meu colo. Esse dia vai ser muito emocionante.”

“Meu nome é Vitor Leonel Bittencourt. Nasci dia 15/01/2011, no Hospital e Maternidade Santa Luíza, com 640 g e 30 cm. Minha mamãe é Nelzi N. I. Bittencourt e meu papai é Osni J. Bittencourt. E quem me trouxe ao mundo foi a obstetra Dra Eloisa R. M. Gularte.”

Os dois nascimentos de Laís

“[...] Ser mãe é andar chorando num sorriso! Ser mãe é ter um mundo e não ter nada! Ser mãe é padecer num paraíso! [...]” (Henrique Maximiano)

Se você perguntar a uma mulher que acabou de ter seu primeiro filho o que ela sentiu, ela terá uma lista interminável de adjetivos para exemplificar sua felicidade extrema. Agora, experimente fazer a mesma pergunta a uma mãe que passou dois meses vendo seu indefeso bebê dentro de uma incubadora, coberto por uma parafernália médica. Ela passará algum tempo em silêncio, à procura de palavras que justifiquem os piores dias de sua vida.

“Medo, insegurança… não saber como seria o futuro dela. Todo dia era horrível”. Cintia conta como foram os últimos dois meses, que pareciam passar mais lentamente do que o normal. Dois meses em que ela só pode ver a filha Laís na UTI da maternidade, coberta por tubos.

Cintia teve a gestação interrompida no sétimo mês, devido à pré-eclâmpsia, uma doença hipertensiva que acontece com cinco por cento das gestantes. Então, como Laís nasceu prematura, com peso abaixo da média, precisou passar um período sob os cuidados dos profissionais do hospital Santa Luíza, mas mesmo sabendo que a pequena estava sendo muito bem cuidada, a mãe não podia deixar de temer por ela.

“Eu sentia muito medo por ela estar ali, mesmo com a equipe do hospital que tratou ela com muito cuidado, foi bem difícil” se emociona.

Mas agora Cintia leva a história de dois nascimentos da filha. A primeira de quando mal pode vê-la, e a segunda, de quando a pegou pela primeira vez, e pode enfim sentir-se tranqüila. Vai pra casa carregando no rosto o sorriso especial que só uma mãe pode ter, e no colo, a sua Laís, ainda pequenina, mas com saúde.

“Meu nome é Laís Cardoso Beoting. Nasci dia 22/11/2010, no Hospital e Maternidade Santa Luíza, com 975 g e 36 cm. Minha mamãe é Cintia Cardoso e meu papai é Robson Luiz Beoting. E quem me trouxe ao mundo foi o obstetra Dr Adalberto Cesareo.“