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A surpresa de um anjo

É a primeira filha. E não foi planejada.
Mas cada instante da gestação foi vivida intensamente. O casal conta que quando o bebê mexeu pela primeira vez, aos cinco meses, se deu conta de que uma vida estava a caminho. Acordavam no meio da noite só para sentir a criança ainda no ventre da mãe.

“Embora estejamos juntos há 13 anos, no começo foi um susto, porque éramos muito independentes. Viajávamos muito, e de repente teríamos de nos adaptar ao bebê. Mas é uma coisa mágica, não existe como esse tipo de mudança ser negativa – ela dá uma pausa, se emociona, e começa a rir da própria emoção – Mas sem viver isso, não tem como explicar” conta Cândida Ferreira.

“Sempre vi meus amigos vivendo isso, essa emoção. Você imagina como é, mas só quando acontece, quando vive isso, pode sentir… É inacreditável” completa o papai Márcio Santos.

E a declaração parte de alguém acostumado a grandes emoções. Ele jogou futebol em várias equipes do Brasil e do exterior. Fez até gol em Copa do Mundo de futebol. O zagueiro da seleção brasileira, imortalizado pela conquista do Tetra nos Estados Unidos em 1994, se desmancha em emoção ao falar de sua bonequinha que acaba de nascer.

“É um presente tão grande que não da pra acreditar. Só Deus mesmo para fazer algo tão maravilhoso” afirma Márcio Santos.

As inevitáveis comparações com alguém da família ocorrem instantaneamente. E Cândida não tem dúvidas – “Ela é muito parecida com ele” – falando das semelhanças que encontra entre Chiara e Márcio.

E o casal dá mostras de como vai ser daqui pra frente – “Todos os seus valores e princípios mudam. Tudo passa a ser por ela, pra ela. Não se pensa em mais nada” afirmam os pais quase ao mesmo tempo, um confirmando as declarações do outro.

“Por ela você tem um motivo. Tudo compensa” diz o pai.

“Nós tínhamos certeza de que era um menino. A família toda. Mas todo mundo errou, era a Chiara” diz Cândida, rindo e se emocionando novamente – “Mas filho não tem sexo, é igual a anjo” completa Márcio.

Chiara, significa Clara em italiano. A escolha veio do desejo de um nome que transpassasse serenidade e ingenuidade, assim como um anjo.

“Meu nome é Chiara Travensoli Santos. Nasci dia 01/03/2011, no Hospital e Maternidade Santa Luíza, com 2,850 Kg e 48 cm. Minha mamãe é Cândida Travensoli Ferreira e meu papai é Márcio Roberto Santos. E quem me trouxe ao mundo foi a obstetra Dra Aure F. de Souza.”

Três Motivos de Felicidade

A placa que normalmente decora a porta dos quartos, hoje, chama ainda mais a atenção de quem passa. Podia ser um nome relativamente extenso, “Bernardo Arthur João Pedro”. Mas não é nada disso.

Entalhados na cor azul, na madeira branca e simples da placa, um nome vem abaixo do outro, Bernardo, Arthur e João Pedro. Isso mesmo, trigêmeos. Três motivos para o sorriso largo estampado no rosto da mamãe Aline.

Aline e o marido André, planejaram e esperaram muito pelo primeiro filho, mas a surpresa maior veio no dia do ultra-som, quando descobriram que seriam três bebês.

“Foi incrível. E eu posso falar por mim e pelo meu marido, foi a melhor coisa das nossas vidas. Em momento algum nos desesperamos ou nos preocupamos, foi sempre uma surpresa maravilhosa.”

Os trigêmeos não são idênticos, tem um pouquinho de cada, conta a mãe. Ela garante que já sabe até quem vai ser o bagunceiro da turma.

“João Pedro é calminho, vai sair a mim. Bernardo e Arthur são mais agitados, como o pai. Arthur será o terrível” diz a mãe já imaginando as peripécias da turma.

Ser mãe já é por si só, uma experiência única, mas ter três filhos de uma vez só, para Aline, “vai ser um desafio, que com certeza trará muitas alegrias.”

André também esta convicto das alegrias e do desafio – “Nós vamos rir muito com eles, mas quando não soubermos o que fazer, vamos chorar juntos também” comenta com a esposa.

Mas mesmo cientes de que daqui para frente o trabalho será triplicado, pai e mãe são só alegria.

Nos olhos do casal o brilho nítido da satisfação. Afinal, agora eles têm três maravilhosos motivos para a felicidade.

“Nós somos os trigêmeos, Bernardo (2,110 Kg e 41 cm), Arthur (1,195 Kg e 41,5 cm) e João Pedro (2,250 Kg e 43,5) da Silva Brião. Nascemos dia 26/02/2011, no Hospital e Maternidade Santa Luíza. Nossa mamãe é Aline Preste da Silva Brião e nosso papai é Andre Siqueira Brião. E quem nos trouxe ao mundo foi a obstetra Dra Aurea F. F. de Souza.”

Arthur, uma promessa de bem

O pequenino no colo da mamãe Maria Luiza é Arthur, o segundo filho dela e de Valdecir, e o primeiro irmãozinho de Camile Luiza, de 5 anos.

Arthur nasceu de 36 semanas, um pouquinho antes do previsto, mas apesar do susto tudo correu bem.

A família inteira estava ansiosa para a chegada do bebê. Mas principalmente Camile, que foi quem escolheu o nome do irmãozinho.

“Ela ficou super contente com a notícia de ter um irmão, quer ficar aqui, perto dele, o tempo todo” conta Maria Luiza.

Já a mamãe fica com o filho recém nascido aconchegado no colo. Vai contando as lembranças da segunda gestação, momentos que segundo ela são inesquecíveis. O primeiro ultrasom, a primeira vez em que o bebê se mexeu, a primeira vez em que pode ouvir o coraçãozinho dele e a certeza de que teria um menino antes mesmo da confirmação dos exames.

“É maravilhoso me sentir útil assim, protegendo um “ser” que agora depende exclusivamente de mim.” encera com um beijo no filho caçula.

Mas ela afirma que apesar de se sentir muito mais segura na segunda gravidez e que a experiência foi melhor, o amor pelos filhos é o mesmo. Camile e Arthur são seus maiores tesouros.

“O Arthur veio para unir mais a nossa família. Veio para melhorar esse mundo, junto com a Irmã dele.” conclui Maria Luiza.

“Meu nome é Arthur Bertholdo  Evangelista Marcelino. Nasci dia 23/02/2011, no Hospital e Maternidade Santa Luíza, com 2,805 Kg e 46 cm. Minha mamãe é Maria Luiza Evangelista Marcelino e meu papai é Valdecirl F. Marcelino. E quem me trouxe ao mundo foi o obstetra Dr Delmo Dumke.”

Amanda, a Digna de Ser Amada

A menininha de cabelos escuros e “lábios desenhados”, como define a mãe, chama-se Amanda. Nome de origem européia, que significa “a digna de amor”. Não poderia ser mais perfeito para a pequena recém chegada. Os mimos partem da mãe, Luciana, que passa a maior parte do tempo com a filha nos braços. Por perto esta o pai, Alberto, e a tia Carla, que observam a cena que reúne mãe e filha.

“Depois de oito anos de casados a gente resolveu encomendar um bebezinho” brinca Luciana.
Ela conta sobre a experiência da primeira gravidez. Das boas lembranças, como a primeira vez que sentiu a filha mexer, logo no quarto mês, e das nem tão boas assim, como o dia em que entrou em trabalho de parto prematuro.

“Eu estava tão nervosa que o alivio de vê-la bem, foi maior do que a felicidade de ser mãe. Mas depois que ela estava comigo, foi só alegria” conta.

“O amor de mãe é o melhor sentimento do mundo…” conclui. E a conversa precisa ser interrompida quando o quarto é invadido pelas amigas da mamãe. Todas eufóricas, por enfim conhecerem o bebê.

Amanda, a digna de ser amada. O nome vem do latim, o amor vem de todos os lados.

“Meu nome é Amanda Ramos Ferreira. Nasci dia 16/02/2011, no Hospital e Maternidade Santa Luíza, com 3,010 g e 48,5 cm. Minha mamãe é Luciana R. Meurer e meu papai é Alberto J. Ramos Ferreira. E quem me trouxe ao mundo foi a obstetra Dra Luciana Gomes.”

Vinícios, o sonho que virou realidade

Quando Cristhiane e Edevaldo se casaram, há dois anos, tinham uma certeza: queriam ser pais. Resolveram esperar um tempo, mas enfim começaram os preparativos para a chegada do primogênito Vinícios.

Foram meses de expectativa, conta Cristhiane, mas quando descobriram que iam ser pais ficaram muito felizes. “Eu só queria um filhão”, brinca Edevaldo, que não tem olhos para mais nada, a não ser o pequeno que segura no colo. Cristhiane completa “Só queríamos um filhinho com saúde”.

Os dois, sempre parceiros, relembram juntos as emoções que vivenciaram durante a gestação. Contam que cada momento foi único, desde a descoberta da gravidez, o primeiro ultra-som e por fim quando o pai pegou o bebê no colo e mostrou a mãe.

“Tudo era sempre novo para nós, sempre muito emocionante. Mas a primeira vez que ele se mexeu foi indescritível” relembram, falando quase juntos, um completando a frase do outro.

“Quando o vi caí na real – agora ele é meu filho – pensei, mas antes, tudo parecia um sonho” diz a mãe, sorrindo, observando admirada o marido e o filho.

E o pai sempre brincalhão conversa com Vinícios – “E você fica sorrindo, né, só porque sabe que vai sair no jornal!”

“Meu nome é Vinícios Cardoso Martins. Nasci dia 01/02/2011, no Hospital e Maternidade Santa Luíza, com 3,310 g e 47,5 cm. Minha mamãe é Cristhiane C. Cardoso Martins e meu papai é Edevaldo E. Martins. E quem me trouxe ao mundo foi o obstetra Dra Joceane A. C. de Barros.”

Um Super Presente para Uma Super Mãe.

Ana Carolina tem quatorze anos, e tudo o que ela não queria era ser filha única. E foi ai que Bernardo veio para solucionar seu problema. “Ele foi um presentinho atrasado do Papai Noel” brinca a mãe, Elaine dos santos.

Elaine agora não desgruda do filho caçula por nada, mas descobrir que seria mãe novamente depois de 14 anos foi uma grande surpresa. “Quando peguei o teste de gravidez não pude acreditar, achei que fosse mentira. Foi um choque”

O choque que a nova gestação causou em Elaine é compreensível por qualquer mãe, já que as vezes uma nova gravidez, ainda mais com um período de intervalo tão longo, acaba gerando dúvidas, mas, ainda com o filho grudado no peito, ela afirma: “Quando vi o rostinho dele todos os meu medos foram embora.”

“Quando ele nasceu fiquei olhando para ele e pensando que essa pessoinha agora depende de mim. Olhando para ele eu me senti uma super-mãe” emociona-se.

Mas com certeza Elaine não estará sozinha na missão de cuidar do bebê. Ela vai contar com a ajuda de outra super heroína: a super- irmã Aninha.

“Meu nome é Bernardo de Melo. Nasci dia 26/01/2011, no Hospital e Maternidade Santa Luíza, com 3,420 g e 47 cm. Minha mamãe é Elaine S. dos Santos e meu papai é Solandro F. de Melo. E quem me trouxe ao mundo foi o obstetra Dr  Dario Barbosa.”

Um irmãozinho para Pedro

“Nenhuma gravidez é igual à outra. Cada uma é única.” É assim, ressaltando as diferenças entre a primeira e a segunda gestação, que Joseane Lopes começa a falar do filho recém nascido, Otávio.

Surpreendida por uma segunda gravidez, Joseane que também é mãe de Pedro, de apenas dois anos, conta que apesar da surpresa ficou muito feliz, não só com a chegada do pequeno, mas também com a aceitação de Pedro com o irmãozinho Otávio. “Pedro ficou feliz em ter um irmão, ele abraçava e beijava minha barriga.”

Às vezes a chegada de um novo bebê pode confundir as crianças, que acabam perdendo parte da atenção como estavam acostumadas, e acabam sentindo ciúmes. Mas Joseane soube lidar com isso, já que segundo ela, apesar de serem experiências diferentes, o amor é o mesmo: o incomparável amor de mãe!

“A relação de mãe e filho sempre surpreende, independente de ser o primeiro ou o segundo filho. Mas ser mãe é o máximo, meu amor pelo Pedro e pelo Otávio é igual!”

E pra ela o que importante agora é saber administrar a vida que construiu ao lado do marido, Anderson, e dos filhos. “Peço a Deus, todos os dias, para me ajudar a conduzir essa família linda que eu tenho hoje. Estou feliz e realizada.”

E agora Otávio vai pra casa com a mamãe e o papai, uma surpresa maravilhosa pra o irmãozinho Pedro, o presente que completou a família.

“Meu nome é Otávio Lopes da Rocha. Nasci dia 19/01/2011, no Hospital e Maternidade Santa Luíza, com 3,680 g e 50 cm. Minha mamãe é Joseane Lopes e meu papai é Anderson da Rocha. E quem me trouxe ao mundo foi o obstetra Dr Delmo Dumke.”

Encontro de natal – Pais UTI NEO

Natal é aquela época do ano em que só se fala em amor e esperança, quando queremos ter por perto aqueles a que mais amamos. É a época da família.
Infelizmente para alguns pais o natal de 2010 não foi exatamente como haviam planejado.  Infelizmente alguns dos pequenos que nasceram no hospital e maternidade Santa Luíza tiveram, por alguma razão, que passar seu primeiro natal na UTI Neo do hospital. E apesar de estarem sendo muito bem cuidados pela equipe, para os pais ficou aquele sentimento de vazio, a ansiedade e outros sentimentos que apenas outra pessoa na mesma situação poderia entender.

Pensando nesses pais, a Dra. Carla, psicóloga do hospital e maternidade Santa Luíza, abriu mão do seu natal em família para ser solidaria as famílias dos pequenos que estavam na UTI. Carla passou a noite do dia 24 juntos com os pais dos pequenos: Pedro, Laís, Julie, e Vitória. Em um encontro de natal realizado no anfiteatro do hospital a psicóloga dedicou uma parte de sua noite para reconfortar as famílias, e mostrar a eles que se pode encontrar a felicidade até mesmo nas horas difíceis, se a pessoa se lembrar de acender a luz.

“Felicidade não é um sentimento pleno. Ela é efêmera e seu fluxo está sempre em movimento.
Foi assim, com esta sensação. Que vivemos o dia de Natal deste ano. Passamos da felicidade à tristeza no instante de alguns segundos.
No Natal é preciso estar em família, e nós, Cintia e Robson, estivemos com uma parte dela (a família) – a parte mais importante agora – mas apenas uma parte! E é aí que está à importância do encontro de Natal com os outros pais da UTI Neo. Neste ano eles completaram aquela parte da nossa família que estava faltando!
Assim asseguramos, o encontro auxilio a diminuir a inconstância de nossa felicidade naquele dia, trazendo-nos a sensação de conforto.
Agradecemos profundamente a equipe da maternidade Santa Luíza, em especial aos profissionais da UTI Neo e mais especialmente ainda a psicóloga Dra. Carla, por ter se comprometido conosco naquele dia 24, e em todos os outros 45 dias que estivemos aqui” (Cintia e Robson, pais de Laís)

“Nós gostamos muito do encontro, pois foi um modo de sabermos, que mesmo em uma data em que todos comemoram saúde, paz, alegria, amor, compaixão, solidariedade, fraternidade, união, etc… que temos que ter dentro de nós a esperança como sentimento mais aflorado. Sabendo que mesmo nas piores horas existem pessoas nos apoiando. Isso é muito reconfortante.” (Dian e Jadina, pais de Julie)

“Foi fantástico saber que mesmo na noite de natal havia um profissional preocupado em acolher os pais e nos passar uma energia positiva que ela, a Carla, trás no coração.
A todos, o nosso muito obrigado” (Andreana e Nico, pais de Pedro)

“Gostamos bastante do encontro, foi bem gratificante, pois estávamos com outros pais que sentiram a mesma angústia, ansiedade…
Apesar de tudo o que passamos, tivemos esta oportunidade de nos reunir e relembrar o verdadeiro significado do Natal: o nascimento do ser que passou na terra e transformou o mundo.
Dividimos com todos, os sentimentos, desejos de um ano cheio de luz.
Queremos agradecer por essa oportunidade, temos todos com muito carinho, como uma família, porque foi isso que a equipe do Santa Luíza passou a ser para nós!” (Karina e Eduardo, pais de Vitória)

Para a Dra Carla, ter participado desta noite tão significativa junto com os pais dos bebês da UTI foi um grande privilégio:
“Nós aprendemos, todos juntos, o verdadeiro significado do natal: de desprendimento, de esperança, de doação e, principalmente de muito amor ao próximo.
Parabenizo todos os guerreiros, dedicados pais e mães que participaram do coquetel de natal e agradeço a equipe e administração do hospital e maternidade santa Luíza, que apóia, incentiva e prioriza todas as ações voltadas para a humanização e respeito ao ser humano.
A exemplo do ano passando e deste ano, dedicar uma parte da noite de natal a esses pais, compartilhando esperança e fé, para mim foi o melhor presente de natal.”

Um Presente para Tânia

Na porta do quarto 102 há uma plaquinha, toda decorada, no centro o nome “Helena”, em lilás, dá vida ao enfeite. Já no quarto, a mesinha não tem lugar para mais nada. Flores, cartões e outros presentes ocupam todo o espaço. Tudo isso para comemorar uma chegada muito especial. Depois de um ano de espera, a pequena Helena veio para alegrar a família. O maior presente na vida de Tânia e Jairo.

O casal planejou a primeira filha com muito cuidado e amor, mas Helena só veio  depois de um ano de tentativas.

“É um processo psicológico bem grande, no começo eu não me sentia grávida, fui me sentir mãe quando ela se mexeu pela primeira vez. E quando descobri que era uma menina, fiquei muito feliz e emocionada.” relembra Tânia.

“Filho é uma semente que a gente planta, e eu acho que ser mãe é uma mistura de alegria, surpresa, paciência…”  Tânia se emociona ao olhar para a filha recém nascida. E quem completa a frase é a avó Rosilene, que até então paparicava a neta. “Ser mãe é ter coragem” diz ela, olhando para filha, provavelmente, lembrando, talvez de quando Tânia era o bebê da casa.

“Meu nome é Helena de Andrade Gonçalves. Nasci dia 12/01/2011, no Hospital e Maternidade Santa Luíza, com 2,940 g e 48 cm. Minha mamãe é Tânia B. de Andrade e meu papai é Jairo C. Gonçalves. E quem me trouxe ao mundo foi o obstetra Dr Delmo Dumke.”

Os dois nascimentos de Laís

“[...] Ser mãe é andar chorando num sorriso! Ser mãe é ter um mundo e não ter nada! Ser mãe é padecer num paraíso! [...]” (Henrique Maximiano)

Se você perguntar a uma mulher que acabou de ter seu primeiro filho o que ela sentiu, ela terá uma lista interminável de adjetivos para exemplificar sua felicidade extrema. Agora, experimente fazer a mesma pergunta a uma mãe que passou dois meses vendo seu indefeso bebê dentro de uma incubadora, coberto por uma parafernália médica. Ela passará algum tempo em silêncio, à procura de palavras que justifiquem os piores dias de sua vida.

“Medo, insegurança… não saber como seria o futuro dela. Todo dia era horrível”. Cintia conta como foram os últimos dois meses, que pareciam passar mais lentamente do que o normal. Dois meses em que ela só pode ver a filha Laís na UTI da maternidade, coberta por tubos.

Cintia teve a gestação interrompida no sétimo mês, devido à pré-eclâmpsia, uma doença hipertensiva que acontece com cinco por cento das gestantes. Então, como Laís nasceu prematura, com peso abaixo da média, precisou passar um período sob os cuidados dos profissionais do hospital Santa Luíza, mas mesmo sabendo que a pequena estava sendo muito bem cuidada, a mãe não podia deixar de temer por ela.

“Eu sentia muito medo por ela estar ali, mesmo com a equipe do hospital que tratou ela com muito cuidado, foi bem difícil” se emociona.

Mas agora Cintia leva a história de dois nascimentos da filha. A primeira de quando mal pode vê-la, e a segunda, de quando a pegou pela primeira vez, e pode enfim sentir-se tranqüila. Vai pra casa carregando no rosto o sorriso especial que só uma mãe pode ter, e no colo, a sua Laís, ainda pequenina, mas com saúde.

“Meu nome é Laís Cardoso Beoting. Nasci dia 22/11/2010, no Hospital e Maternidade Santa Luíza, com 975 g e 36 cm. Minha mamãe é Cintia Cardoso e meu papai é Robson Luiz Beoting. E quem me trouxe ao mundo foi o obstetra Dr Adalberto Cesareo.“